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Meu Diário
26/03/2007 20h51
Cousas que mudaram!
Cousas que mudaram!






Casa de amigos, líricos caminhos antes duma chegada entre abraços e gargalhadas de carinhos e afetos.
A casa dos amigos está sendo demolida, a amizade, descompromissada com tudo. É o mundo mudando para pior. A família se desestruturando e o respeito tornando-se o pó do mico que se paga quando se é fidalgo, gentil, com as pessoas que já nasceram desconhecendo os antigos e finos tratos sociais. O mundo de ontem era repleto de cortesia e respeito. Saudoso tempo que o vento levou para bem longe do bom convívio social.
Nossa memória nos faz lembrar as mudanças para pior. Não sei se tais lamentos revigoram a esperança em trazer de volta o melhor já ido, há tempo. Mas sempre fica alguma coisinha no ar, mesmo que apagada, bruxuleando sem ter sorte, sem ser vista e apanhada pelos Samurais do resgate social, aqueles que ainda acreditam em um mundo diferente, voltado para a convivência fraterna entre as sociedades das mais diversas culturas. Haveremos de buscar o cheiro e o sabor dessa esperança apagada nas sombras dos valores sociais esquecidos.
Virgulemos uma nova narrativa que traduza nosso convívio escondido lá no âmago de nossa alma. Não desacredito nisso. A essência do homem é boa enquanto criatura civilizada. Não nos deparamos mais com o homem da idade da pedra, mas o da cibernética, o viajante das naves espaciais, o mergulhador da física quântica, o construtor da utopia do ontem, hoje realidade maltratadora.
Fizeram o avião voar bem mais alto e veloz que a Águia e o Condor. Temos enviado ao espaço, fora do nosso sistema solar, artefatos registrando, através de ondas, informações sobre nossa civilização terrena. Por que não sermos capazes de alcançar uma grande mudança para que nossa sociedade volte a ser servida pela fraternal convivência do ontem? Aqui, regressar poderia nos representar um grande avanço. A violência bem que poderia envergonhar-se da paz, do amor entre os homens. Que esse, sim, possa ser o cotidiano de uma novíssima história para ser contada e vivida por nossos filhos e netos.
O sexo tem destruído nossos jovens; as drogas os transformado em loucas vítimas mortais; o mundo, como um todo, passou a ser uma grande escola de egoísmo e de perversão.
Não poderia traduzir como vivem um agnóstico ou até mesmo um ateu. Mas, sem Deus, a humanidade está fadada a viver em um grande e veloz redemoinho de espinhos que, se levar o homem, só poderá transpô-lo a um báratro de miséria, onde a vida será a maior mentira de sua própria morte visitada, no dia-a-dia do que ele pensar estar vivendo. Morte certa!

Publicado por Paulino Vergetti Neto em 26/03/2007 às 20h51

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