Paulino Vergetti  Neto_escritor

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Meu Diário
15/04/2007 09h33
Por desamor!
A vida habita a alma e a alma habita a vida e por esses caminhos entendíveis, anda a reflexão de tudo o que tem essência. É por isso que repouso manso em toda tempestade que me visita e por amor clama, andando por entre as poesias dos versos que eu fizer para o mundo.
Faço as minhas reflexões à sombra das santidades alheias à minha, porque o meu coração é de vidro e o meu pensamento gera idéias fantásticas que me inundam de sonhos os mais diversos, onde posso ser o paraíso dos meus próprios paraísos. O que mais posso desejar da vida? Nada? Tudo!
Motivo-me a escrever esta crônica porque os meus olhos lacrimejam, entristecidos pela falta de amor entre os homens perdidos, o que tem dado munição e provimento errático aos bandidos de agora, que tanto têm agido maldosamente.
Só o amor poderá mudar a terrível face da violência pela qual estamos sendo vitimados na atualidade. Uma violência que singra mares para agir imune e desassombrada de qualquer punição. O homem tem querido mais, visitar os seus próprios desvalores e, com isso, vomitado violência nos átrios dos lares, onde a essência sartriana foi esquecida em nome da violência das estradas. O crime ousou tanto que nos faz sentir impotentes, desprotegidos pelo estado, ao léu. Covardemente eles têm atravessado barreiras bem menos íngremes que os cidadãos de bem. Quedam-se as últimas esperanças de uma aurora pacífica, um novo, despido de tanto desamor e ódio.
Por que chegamos até aqui? O mundo carece de uma nova ordem social onde a convivência fraterna possa ser ofertada de forma mais abrangente e descomplicada. Quando os bandidos estarão inglórios em suas acomodações prisionais e a sociedade verdadeiramente livre? Quando? Hão de morrer tantos inocentes ainda? Força Nacional, aumento de efetivo policial, verbas, etc., apenas ajudarão a minimizar a convulsa cesta do crime onde os bandidos pousam apodrecidos até a alma. O amor será o nosso maior valor contra eles. Nada do que se fizer sem amor nascerá forte nem produzirá bons frutos. A liberdade pode levar-nos a descaminhos também. O andar responsável é parte do convencimento de poucas criaturas. As ruas precisam ser avisadas da paz. O homem tem que voltar a ser bom, amar ao próximo.
O crime está forte porque nós estamos desaprendendo a amar a vida e as pessoas. Necessitamos de um novo norte apaziguador, fronteiriço da felicidade, animador no sentido do prazer coletivo. As águas sujas dos rios caudalosos que descem ao mar descolorirão a vida dos oceanos, e as praias não serão mais os lugares lívidos para os passeios, mas as areias dos arrastões monstruosos e indesejáveis. O planeta está sofrendo, a árvore sendo cortada a mando do egoísmo e da ambição, as balas perdidas rasgando os céus das grandes e pequenas cidades. E onde está o amor entre os homens? Como nos é vergonhoso fazermos de nossos lares, nossos próprios claustros do medo, já pavor, diga-se, para sermos mais completos e congruentes com os nossos mais fiéis entendimentos.
A hora passa, o homem age em confronto com sua própria natureza santa. Tem que voltar a exercitar o amor sob pena de todos nós virarmos os bandidos de nossos próprios crimes. Amemos-nos então! O efeito estufa não destruirá o planeta se plantarmos, ao invés de apenas árvores, o amor ao próximo.

Publicado por Paulino Vergetti Neto em 15/04/2007 às 09h33

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