Paulino Vergetti  Neto_escritor

Meu_Tear Literário_

Meu Diário
05/04/2007 14h59
Balaio de Gatos!
Alvos de intimidação não nos faltam. Nossos passos fazem-se temerários, porque o medo é o maior alimento que temos deglutido sem degustação, apenas pela imposição dos maus tempos criados por bandidos sorridentes que até programas na televisão passaram a ter!
São protagonistas imediatos, mas não apenas isso. Abriram um espetacular canal de comunicação. A deixa da TV Globo poderá ter-se transformado na mais escancarada porta de comunicação para o crime organizado publicar suas fantasias satânicas. Essa ação poderá desdobrar-se em inúmeras outras, piores, mais ofensivas até. Foi o primeiro elo: a corrente pode custar-nos o restinho do sossego. O PCC evidenciou-se dois dias antes do horário eleitoral gratuito: coincidência ou sobreaviso? Quem diria: um bandido encapuzado, representando a maior organização criminosa do Brasil, clamando por justiça?
Acho que a cidadania está descarrilhada e o país está perdendo o último bonde da recuperação da paz e da ordem sociais. Parou no ponto, tateando aterrorizado.
Essa névoa maligna que está deixando baço o olho do Estado, nada mais está fazendo do que alimentar o caos social e energizar a bandidagem.
Tudo mudou! A China, esse gigante de gente, de idéias e de desenvolvimento, representa o maior importador mundial de moda. Pode? Que modelo de socialismo eles estão construindo? O dinheiro do capitalismo que eles chamam de desregime, está enriquecendo a China e mudando a vida por completo de seus cidadãos. Eles estão se esquecendo de que as suas insuficiências de alimentos, energia etc, dependem do resto do mundo e essa, a meu ver, é a maior vulnerabilidade daquele monstro do desenvolvimento. Não sei o porquê da pobre e suja Coréia do Norte permanecer alimentando a burra idéia da fabricação de sua bomba atômica e, com isso, isolar-se do resto do mundo! A miséria norte-coreana é coisa além de lamentável. O país está morrendo de verdade. A ditadura está retirando-o do mapa.
A gente inicia uma reflexão profunda sobre o mundo atual, e a própria reflexão que fazemos nos desorienta. Valores, de um dia para o outro, se transformam em desvalores, conceitos mudam, decisões não são mais para serem cumpridas, a lei não é mais lei. Tudo fica muito confuso e aí entende-se que a cultura anda transitando tão rapidamente, que o resultado de tudo isso é uma transculturação que, em alguns pontos do mundo, chega mansa e é aceita facilmente, enquanto noutros, cai como verdadeiro Tsunami.
Ao meu ver, o maior abacaxi que o processo de aculturação – melhor dizendo – a transculturação –, está provocando, acontece no Oriente Médio. A China vem tirando de letra esse processo todo, mas o Oriente Médio vem cobrindo ainda mais com o véu, suas mulheres oprimidas por ditames religiosos que, até me provem o contrário, são excessivamente interpretados, pondo em xeque a própria liberdade do ser humano que habita aquelas plagas. Estamos diante do samba do crioulo doido, mas parece que quem vai adoecer mesmo é o cão, porque o homem, hidrofóbico, continua nessa cachorrada de vida de cão, abraçando o ódio e algemando os últimos nacos de liberdade e de esperança de quem tem pensado na vida e no mundo de forma mais civilizada.

Publicado por Paulino Vergetti Neto em 05/04/2007 às 14h59
 
26/03/2007 20h51
Cousas que mudaram!
Cousas que mudaram!






Casa de amigos, líricos caminhos antes duma chegada entre abraços e gargalhadas de carinhos e afetos.
A casa dos amigos está sendo demolida, a amizade, descompromissada com tudo. É o mundo mudando para pior. A família se desestruturando e o respeito tornando-se o pó do mico que se paga quando se é fidalgo, gentil, com as pessoas que já nasceram desconhecendo os antigos e finos tratos sociais. O mundo de ontem era repleto de cortesia e respeito. Saudoso tempo que o vento levou para bem longe do bom convívio social.
Nossa memória nos faz lembrar as mudanças para pior. Não sei se tais lamentos revigoram a esperança em trazer de volta o melhor já ido, há tempo. Mas sempre fica alguma coisinha no ar, mesmo que apagada, bruxuleando sem ter sorte, sem ser vista e apanhada pelos Samurais do resgate social, aqueles que ainda acreditam em um mundo diferente, voltado para a convivência fraterna entre as sociedades das mais diversas culturas. Haveremos de buscar o cheiro e o sabor dessa esperança apagada nas sombras dos valores sociais esquecidos.
Virgulemos uma nova narrativa que traduza nosso convívio escondido lá no âmago de nossa alma. Não desacredito nisso. A essência do homem é boa enquanto criatura civilizada. Não nos deparamos mais com o homem da idade da pedra, mas o da cibernética, o viajante das naves espaciais, o mergulhador da física quântica, o construtor da utopia do ontem, hoje realidade maltratadora.
Fizeram o avião voar bem mais alto e veloz que a Águia e o Condor. Temos enviado ao espaço, fora do nosso sistema solar, artefatos registrando, através de ondas, informações sobre nossa civilização terrena. Por que não sermos capazes de alcançar uma grande mudança para que nossa sociedade volte a ser servida pela fraternal convivência do ontem? Aqui, regressar poderia nos representar um grande avanço. A violência bem que poderia envergonhar-se da paz, do amor entre os homens. Que esse, sim, possa ser o cotidiano de uma novíssima história para ser contada e vivida por nossos filhos e netos.
O sexo tem destruído nossos jovens; as drogas os transformado em loucas vítimas mortais; o mundo, como um todo, passou a ser uma grande escola de egoísmo e de perversão.
Não poderia traduzir como vivem um agnóstico ou até mesmo um ateu. Mas, sem Deus, a humanidade está fadada a viver em um grande e veloz redemoinho de espinhos que, se levar o homem, só poderá transpô-lo a um báratro de miséria, onde a vida será a maior mentira de sua própria morte visitada, no dia-a-dia do que ele pensar estar vivendo. Morte certa!

Publicado por Paulino Vergetti Neto em 26/03/2007 às 20h51
 
25/03/2007 11h25
O Apocalipse chegou!
De norte a sul do planeta – e agora não é mais do país – vê-se a agonia dos seres frente ao clima que, começa a transformar-se em um inimigo da vida. Cansamos de ouvir que corríamos perigo de morte se continuassem a destruí-lo. Não ligamos ou ligamos pouco demais e aí está o resultado.
Números nada luminosos indicam que quarenta milhões de seres humanos no planeta estão infectados pelo vírus HIV e, a cada dez segundos, mais um ser, inocente ou não, é contaminado por ele. A maioria dessas criaturas está nos sublugares africanos, onde se sobrevive à fome miserável e a salários que se inferiorizam a um ganho diário de centavos de dólar. Essa é a rapa do tacho do planeta. O outro lado que toma uísque e champanhe mora nos belos arranha-céus das capitais ricas, com os mesmíssimos riscos de sofrimento e morte gradual, nem tão lentos, do planetinha água suja.
Esse é o mundo que estamos acabando de construir no desaviso da ambição e da falta de amor ao próximo. Mundo onde se presencia, meio ao crime e ao terrorismo feito em nome de Deus, os escaninhos de uma justiça morosa e, em certos momentos, parcial, visionária e subordinada à elite branca - poderosíssima força que habita no controle de tudo!
Dispenso-me de citar os nomes dos principais responsáveis por essa catástrofe planetária, porque a hora é de união e força para salvar a nossa grande morada. Isso se é que a recuperação possa vir de tudo. Acho que de muitas coisas, só nos sobraram cicatrizes amargas, para que não esqueçamos jamais que um dia fomos assassinos de nos mesmos.
Eu li em certo jornal conceituado que o presidente Lula havia ido a um hospital por ter apresentado uma irritação nos olhos. Isso foi manchete midiática. Esqueceram-se de ver o que está acontecendo aos olhos do país, ao meu ver, coisas bem mais importantes, e com o planeta, é bom nem se falar.
Estamos convencidos de que a situação climática do planeta é absurdamente urgente. Há de fazer-se muito e logo! Manda-se andar em transportes coletivos para se economizar energia. E nesses, a morte não tem andado mais depressa? Os assaltos seguidos de morte, etc? Então, vê-se que é necessário engendrar-se certos acertos para que a sociedade possa colaborar melhor. Economizar água em casa. Isso só depende de nós. Estamos dentro de uma grande UTI planetária,e os médicos e paramédicos também estão adoecendo. Haverá remédios, mas não quem os aplique. Ser-nos-á então o Apocalipse? Nem sei se exagero quando me arrisco a anunciar essa pergunta.
Cacemos a paz duradoura, o futuro luzidio sob o céu claro e estrelado. Não teremos mais tempo para o desperdício. O planeta deixou de gemer para urrar. Somos os únicos seres da terra nós humanos, que poderemos fazer esse retrocesso de vida e retornar aos trilhos da vida saudável outra vez.
Nossos irmãos brasileiros que não estavam suportando a situação particular e difícil de viver no país, agora olham para o mundo e sufocam-se. Nos últimos cinco anos, entraram apenas nos Estados Unidos da América mais de setenta por cento deles, – representando a estatística dos que saíram daqui desesperançados e la ingressaram como ilegais. Os que puderam ir legalmente, esses não se sabe ao certo quantos foram. Saíram de mala cheia, bilíngües, preparados para usufruírem das belezas do velho continente ou da América Rica.
E então, vamos começar a faxina geral? Se corrermos o bicho não pegará mais, porque está cambaleante ou morto. Se ficarmos, poderemos morrer algum dia após os outros bichos. A morte está anunciada. Nada mais sério nos poderia estar acontecendo. Os Tsunamis da Asia foram os avisos mais importantes que a natureza nos deu. Esta é a vez de evitarmos que o Apocalipse nos chegue bem antes da hora e de tudo!

Publicado por Paulino Vergetti Neto em 25/03/2007 às 11h25
 
23/03/2007 21h04
Onde mora o diabo?
Meus anos vividos têm me ensinado a amar muito. Cobro-me diariamente por mudanças de comportamento, de gestos, de compreensões e novos depreendimentos frente ao que me tem mostrado o mundo. Meu coração ainda sonda Bagdá à procura de justiça. Custoso me foi aceitar publicar esta crônica, não por desprezo à opinião pública, mas com receio de que minhas palavras pudessem ser transformadas em navalhas afiadas, o que não representaria a mensagem que o meu discurso quer dizer.
Qual é a cor do diabo? Que roupa ele usa? Que língua ele fala? Mora em Bagdá?
Diferente do brilho e da maldade de ontem, nos últimos dias, exposto ao mundo todo, o ex-ditador Saddam Hussein lucilava triste, mas sem abandonar a arrogância que sempre o acompanhou nos tempos áureos do seu, para mim, reinado babilônico. Viveu as mil e uma noites ao inverso, sem poder ser Sherazade, nem contar qualquer história para que, em assim fazendo, livrar-se da morte – que morte cruel!
Eu não consegui ser forte o suficiente para não me compadecer de tudo o que vi, culminando com a fotografia do corpo silente e imprestável caído sobre o piso frio, após gélido julgamento.. O mundo inteiro pôde ver. Houve uma notória vontade política em mostrá-lo vencido até pela morte.
Um homem defende o que acredita e nisso pode tropeçar friamente e cair no báratro de sua própria crença. Foi assim com Saddam, eu creio. Matou em nome de Alá, como se Alá quisesse que assim fosse feito.
A forca mata um pedaço da alma de quem a vê operar. Retira-nos lágrimas e aperta o peito. Saddam merecia a prisão perpétua, um castigo que o obrigasse a trabalhar pelo bem comum da humanidade. Assim seria exemplar sua condenação.
O julgamento teve o sabor e o perfume do ódio da América rica de Bush. Estava escrito que o fim de Saddam seria a forca. Por pouco não deixaram que curdos e xiitas o esquartejassem. Pouco faltou!
Eu não consegui encontrar dentro de mim qualquer naco de satisfação pelo que vi, com o que fizeram com o ex-ditador. Alcorão à mão, passos comedidos, insultos ouvidos no caminho da forca, e assim ele foi para que lhe fosse roubado o derradeiro fôlego. Filmaram-no após os insultos. Eu vi indo à forca, muito mais que um ditador, um psicopata, que usou em vida a religião para matar em nome de Alá.
Um dia Saddam foi abraçado pela América rica, para, com essa amizade, invadir e destruir seu vizinho, o Irã. Saddam era então um homem bom. Essa mesma América o destronou e promoveu seu julgamento odioso, onde sua morte por enforcamento foi seu último eivo de fracasso e de dor.
Meu peito doeu e minha alma chorou. A forca não deixa de ser a mão doutra ditadura imperdoável porque mata sadicamente, como se a vida fosse anestesiada pelos nossos pecados e a carne não sentisse dor.
Aposto que, se o Green Peace visse um de nós a matar um rinoceronte branco da África, faria o maior estardalhaço. E os ditadores, graças a Deus, estão em extinção – são também meio bichos.
Eu vi um homem ser insultado e morrer em nome de Deus e por muitos pecados por uma cegueira religiosa. É assim que se deve matar? É assim que se deve morrer?
Eu agora sei onde mora o diabo, que país habita, que roupa veste e que vontade salga suas chagas. Se dessa história tétrica ficar alguma lição de humanismo, ainda tem algum valor. Mas se não, cada um de nós morreu um pouco. Como é triste e cruel a morte por enforcamento! Apenas as mãos cegas de amor não vêem que tristeza causam.

Publicado por Paulino Vergetti Neto em 23/03/2007 às 21h04
 
22/03/2007 21h08
Corot
Órbita sobre nossas cabeças, o Corot – telescópio espacial, fabricado com a ajuda dos nossos cientistas do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Os primeiros dados enviados por ele já estão chegando aos nossos cientistas do INPE. Que beleza! Parece um filme de ficção científica, mas é a realidade que estamos atravessando. Essa parafernália voadora receberá fidedignas informações sobre o brilho das estrelas de além do nosso Sistema Solar.
E os nossos parlamentares “Corot” por que não já acharam o brilho de nossa economia tão baça? E preciso que imitem o Corot e procurem achar o brilho de governar sem letargia, com seriedade e força. Não dá mais para se esperar pelos passos do tal PAC. As metralhas do desgoverno já estão enchendo as ruas do crime e do desemprego. Nossas crianças – estrelas estão habitando a substância cinzenta, aquelas recém-descobertas pelos cientistas que não possuem o poder de emitir a luz e, portanto, não brilham.
É tempo de Corot, mas não de cortes nos programas sociais. É tempo e hora de acabar com o desvio de verbas, os salários aviltantes de poucos e os miseráveis soldos de outros. Fazer lei, apenas, não é do que necessita o povo brasileiro. Queremos emprego, educação, saúde, segurança pública.
A sociedade está atrofiando as esperanças. Eleições viraram motivos de insônia para tantos. As urnas parecem não ter revelado, em alguns, o que deveriam ter revelado. Um símbolo de exportação do processo eleitoral da democracia brasileira parece ter bichado. O que há com as urnas eletrônicas cantadas como incorrompíveis? São ou não o são? Ganha quem ganha ou perde quem ganha? O Corot apenas iniciou a caça ao brilho das estrelas do céu. Por aqui, parece reinar o inferno desiluminado da procura pela veracidade das informações. Algum brilho sumiu, alguma estrela se apagou. E haja Corot para desvendar tanto mistério luminoso.
E o povo continua na mesmice do pós-pleito, sem alcançar os frutos das leis e, de barriga vazia e pés descalços, não tem dinheiro sequer para comprar um jornal e ler. Ainda se lesse, muito lhe faltaria para saber tanto o que seria o Corot, quanto o que faz e para que serve.
Algo que sobrevoa as nossas cabeças, feito por humanas mãos que freqüentaram boas Universidades, e o povão, a única coisa que poderia saber é que esse montão de ferro e lata pode cair desgovernado, como desgovernado parecemos estar.
Mas há a mão de Deus que a tudo protege. Corot, PAC, tudo isso é novidade. O primeiro já está dando os frutos prometidos, enquanto o segundo nem sua floração iniciou. Quem sabe não teremos boas safras de empregos e outros frutos? Esperar, porém não muito como antes, não exige ingresso, mas apenas expectativa e atenção. Vamos ver no que vai dar tudo isso?

Publicado por Paulino Vergetti Neto em 22/03/2007 às 21h08



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