Paulino Vergetti  Neto_escritor

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Textos

Onde estão os foras da lei?
                            

Sempre fui sabedor que a prática e o exercício da inteligência levam o homem a atingir a sabedoria. Não adianta ser inteligente apenas. Exercitá-la é o que nos é fundamental. Heráclito de Éfeso já dizia isso com suas mágicas palavras. Não é por acaso que consideramos a Grécia Antiga como berço e  celeiro dos maiores filósofos de seu tempo. Reinou através de seus grandes amigos da sabedoria.
Infelizmente, hoje, já não podemos adimirar nossos parlamentares, nem tampouco nossa grande maioria de Magistrados. A Constituição Brasileira foi desrespeitada. Um disse me disse, um faz de conta, um tal jeitinho brasileiro, desviaram o que a sociedade entendia de forma bastante diferente. Eu me pergunto: como pode pensar e ou agir um juiz da nossa mais alta Corte? Há fórmulas específicas? Jeitos mirabolantes que não podem ser acessíveis aos mortais comuns?
Dois mais dois são seis a três!!!
Que Brasil é esse que uma ordem judicial é desrespeitada e em vinte e quatro horas depois o desrespeitador é respeitado em seu desrespeito? Laranja é manga? Quem está sob a lei? Quais  poderes estão agregados a quem está no poder? Um cidadão é menos vulnerável às ações das leis, do que um parlamentar? Um dia, em um futuro nem tão distane, legistas rirão dessa ilusão de retirar-se o que não foi posto e pôr o que foi retirado.
O que a sociedade poderia fazer em um caso como esse? Muita coisa. O povo tem se mobilizado para coibir ao maximo a corrupção no Brasil, que até há pouco era uma das mais fortes instituições, um governo paralelo, principalmente alimentado pela temporada de governo petista. Hoje cambaleia, mas ainda não morreu. Encontra-se longe disso. Soluça em profunda dor, mas toma remédios para tentar retornar ao cenário político nacional. Tomara que o remédio esteja errado e acabe com a prática de retirar dos que não tem quase nada, para pôr no bolso de vândalos que choram e gritam nos palanques em época de eleições, enganando a sociedade.
Não confio mais no STF! Parei de entender que ele representa a exata interpretação da Constituição, a quem deve respeito supremo. Vi e ouvi o óbvio tornar-se o incondicional. Não é possível que alguns Ministros daquela casa achem que a cor vermelha seja azul! Não entendo as divergências na interpretação nas questões práticas, claras, evidentes, notórias, dos fatos que acontecem entre os três maiores poderes constituídos da República Brasileira.
Talvez tenha chegado a hora de voltarmos a ser uma Monarquia Constitucionalista. Ao menos o Estado ganharia uma grana boa com o turismo Real. Qualquer confusão e o Rei mandaria o Primeiro Ministro para a Cochichina. Diante da decisão de sete de dezembro tomada pelo STF, nada mais  ser-me-á assustador ou surpreendente, ou ingrata notícia política. A Lei, estou convencido, é o resultado do entendimento entre poderosos. O pobre e o cidadão comuns são quem pode sofrer as agruras da lei.
Resta-nos,novamente, esperarmos as urnas, ou voltarmos a encher as ruas e exigir a saída de todos oa parlamentares do Conresso Nacional e os onze Ministros do STF. As regras de inclusão nesses poderes mudariam. Um juiz idôneo e com tempo de carreira considerável seria duas das condicões para se candidatar a uma vaga no STF, que, a meu ver, passaria de onze para trinta membros. Uma Corte mais robusta, onde estariam as maiores e mais importantes variantes da massa nacional da Magistratura. Longe de serem escolhidos pela classe política, nomeados por um Presidente da República.
Nosso país está vivendo um de seus piores momentos. Nos dia seis de dezembro, véspera da votação macabra, já se falava em qual seria a decisão do STF sobre o caso Renan Calheiros: ele perderia o direito de suceder o Presidente da República, mas não perderia o cargo de Presidente do Senado. O que vimos foi além de uma indigestão legal, mas um Tsunami de falta de Brasilidade, Civismo, Patriotismo. Não me incomoda dizer que foi também falta de vergonha!
Eu vi um fantasma da lei pairando sobre cabeças que pensavam diferente do que representa os preceitos constitucionais. Quem é quem entre os três Poderes? As ruas precisam decidir esse mérito, mas antes dele, dar uma liminar severa que proiba de agora em diante, permitirem a continuar a errar dessa monta. Uma vergonha nacional.
Paulino Vergetti Neto
Enviado por Paulino Vergetti Neto em 12/12/2016
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