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Como nasce uma esperança?
                           Como nasce uma esperança?

Nunca necessitamos tanto dela como nos dias atuais. Esperançar-se é sobreviver às intempéries da alma, aquelas que nos acontecem nas horas em que estamos menos preparados. A casa cai, o coração esfria, os olhos cerram e a vontade de ter o desejo realizado se transforma na mais viva e pura esperança.
É na esperança onde estar a quase/certeza de que alguma coisa dentro de nós poderá acontecer em um futuro próximo ou até mesmo longínquo. Vale a pena esperar. A espera está dentro da própria palavra esperança. Diria que esperar na ânsia de encontrar-se o algo desejado. Mas, etimologicamente, sabemos que a palavra esperança  
A raiz da palavra esperança é indo-europeia. Cremos que seja SPE, que possui o significado de aumentar, crescer, expandir, ter êxito, colher um fruto desejado, levar à frente um projeto pessoal ou coletivo, seja tudo isso de ordem física ou psíquica. Em Latim, essa raiz indo-europeia chega como SPES e fruto desse passado ficamos hoje diante da palavra esperança. Todas as vezes em que desejamos algo, criamos uma fé própria que alimenta a espera, o que queremos que apareça à frente de nossos olhos ou dentro de nossos corações.
O que esperamos do Brasil no mais próximo amanhã?
Já li, estampado na frente do muro de um quarte do Exército Brasileiro, uma frase que diz: "Não pergunte o que a Pátria pode fazer por você, mas o que nós podemos fazer por ela". Uma aula de esperança. Um aviso aos nossos mais puros desejos, um olhar desprovido de egoísmo, pleno de doação. Isso é o verdadeiro sentido da esperança.
Será que estamos perdendo nossas esperanças em um país melhor?
Tenho acompanhado com bastante preocupação a intercomunicação crescente de alguns movimentos sociais, via Internet, nos dias atuais. Ouço a voz política deste movimento, a luz desorganizada de alguns fraudadores da Democracia, a oportunidade de desarmar o que começa a dar sinais de maturação econômico-social. O que querem essas misturas múltiplas de interesses com o grande poder que pode ajuntar-se nas mãos e alguns grupos políticos? O que farão os vândalos da hora quando as ruas estiverem cheias de desesperança?
Sim, isso mesmo, porque a esperança tem a cor da não-violência, do não-desamor. A esperança não nasce nas ruas, no cerne de tais movimentos sociais, mas dentro de cada um de nós.
Necessitamos fazer renascer dentro de nossas almas de esperanças novas, intuitos diferentes, desamar espíritos descompromissados com o mais puro social, a partilha que a sociedade merece.
As armas são perigosas. O vandalismo é muito destruidor. A Ordem Social é algo difícil e ser reestabelecida depois de qualquer caos.
Como nasce uma esperança? Pergunte a um homem de caráter, a uma mulher de vergonha, a uma criança educada, a um jovem estudioso, a um cidadão de bem.
Ainda que teus olhos não enxerguem o que teu coração tanto deseje, tuas mãos, de tão calosas, não te permitam apalpar tuas melhores ideias, teus pés sangrem exageradamente em lutas intensas contra os desalmados, pare, lave a face com a água mais límpida que encontrares. Creia nas esperanças de tua maior esperança, e verás que nosso Pendão Auriverde não parará, jamais, de tremular, sabe o porquê? o Brasil, nossa Pátria, é maior do que nossos sonhos, é a raiz do SPE que transfigurou-se em esperança, é a nossa história verdadeira de lutas gloriosas, apadrinhamento cívico, promessa de um lugar seguro e acolhedor para nossos futuros brasileiros.
Rego minhas esperanças com meu melhoramento enquanto homem e profissional, entendendo que o legado que preciso deixar para os meus e os teus seja de luz, verdade, amor e de esperança. Nosso país merece rios mais piscosos, olhos com outros sorrisos, faces alegres e luzidias.
Paulino Vergetti Neto
Enviado por Paulino Vergetti Neto em 19/03/2017
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