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Nosso candidato à Presidência da República!


A maioria dos nossos candidatos nessas eleições gerais de 2018 parecem ter cérebros simiescos. Raros são os que põe no discurso, para fora, a coragem e a força. Gosto da franqueza desses tipos raros, mesmo quando dito de forma quase rude. Só em falar a verdade já se distanciam dos velhos donos da retórica e das subtrações ilícitas do Erário.
A coisa está pegando. Enxergamos mudanças importantes nas formas de conquistar o voto do eleitorado nacional. Isso é salutar. Fruto bom da Democracia. Uma pena que ainda há poderosos que usam de expedientes grotescos para atingir o fim do caminho. Divergem usando a covardia e o desinfrentamento. Verão como o povo se transformou. Ao menos é em que estou pondo minhas fichas!
Alguns deles são bastante parecidos com monstrengos faladores, pelancos de dinossauros com seus cérebros cheios de confetes e serpentinas. E nós, temos que aturar por esses quarenta e cinco dias de propaganda eleitoral, ainda sob o risco de vê-los eleitos e traduzindo suas malandragens, em coisas falsamente boas, ilusões difíceis de serem desfeitas pelo povo.
Quando estão iluminados pelos holofotes midiáticos dos canais de televisão, apesar da tez nacarada, trazem no sangue outra cor perversa do ilusionismo e da enganação. Passam a fazer parte dos casos teratológicos de nossa história política. Temos que suportar mesmo esses despautérios?
Eles se posicionam entre a escória e a pior das abstrações filosóficas. Sabem que mentem e que estão se preparando para nos roubar, caso eleitos e empossados. O voto tem o poder de nos colocar no pedestal da dignidade política de uma escolha lúcida ou no mais profundo abismo de hediondices e do enganoso. O valor do nosso voto é incalculável. Será? E essas malditas urnas eletrônicas, são mesmo seguras? Já ouvi comentários horripilantes sobre a facilidade com que as manipulam os analistas de sistemas e técnicos de informática. Só Jesus na causa!
Amedrontam-nos, suas ideias imutáveis e seus ideais de borracha. Sentem-se infalíveis. Donos da verdade. O pior é que convencem aos menos desavisados que são a maioria absoluta do eleitorado nacional. O perigo mora aqui.
Trazem no corpo o espartilho da imoralidade, e na mente, os pedaços do inútil e do abominável: ideias fixas de que tudo podem e que são quase santos. Invocam o nome de Deus e o perfume da verdade para esconder suas imbecilidades. Qualquer adjetivo que ponha neste texto ainda ser-me-á faltoso.
Espúrios, carregam no peito o engodo e a falácia. Fazem o povo sofrer desapoderado. Têm o voto e não o usa de forma oportuna e correta.  Aprisionado pelas correntes aéticas desses famigerados candidatos oportunistas que vendem a própria alma para atingir o objetivo de conquistar o mandato, conhece o despoder.
Dominam o que lhe chega frágil demais à frente de seus olhos. São, sim, estuário do imprestável e do politicamente incorreto. Donos de inimaginável poder, correm atrás dos votos com maestria e físicos, inconfundíveis. Nesses quarenta e cinco dias percorrerão do inferno ao céu, sem tempo sequer para tomarem um café pequeno no purgatório político de suas consciências. Se é que essas criaturas sabem o que é consciência, e o que é ainda pior, se, realmente as tem.
Deixem que eu exagere neste artigo. Melhor sê-lo assim antes do pleito. Leiam e não acreditem em tudo. Há excessos nele? Não sei. Sinceramente não sei, mas acredito que publicado com discreta antecedência, ao menos servirá para os leitores repensarem o que pretendem.
E sem falar apenas em coisa ruim, desejo dizer que o vale da Democracia que esses ignóbeis pisoteiam, é fértil e poderá em um futuro próximo, produzir boas safras de obras e de leis. Nem tudo se perdeu. O voto pode reparar as avarias crônicas, além de seculares que nosso país sofreu de forma impiedosa. Nossa história é plural, pluripotencial, ensinadora. Nem tudo o que vivemos foi infortúnio. Mudemos. Creiamos em um amanhã que poderá vir ainda hoje, quiçá no agora.
O que jamais desejaria saber depois de findado esse pleito é que ele se findou no nada, que os votos escoaram pela sarjeta, a sociedade continua desorganizada, as possibilidades de consertarmos a política nacional foi postergada, ou o que é pior: elegemos o comunismo como forma de governo. Quem não pode retornar já sabemos. Entre eles há raríssimos que podem ficar do nosso lado, têm mostrado força na palavra e rabo solto. Precisamos acreditar que a violência é nosso problema mais mortal imediatamente e que um candidato para presidir nossa nação, tem que sair de um horizonte repleto de ordem e de obediência, sem ter que baixar a cabeça aos poderosos e perguntar como e onde governará. O nome do homem está crescendo. Que homem será esse? Democracia!
Paulino Vergetti Neto
Enviado por Paulino Vergetti Neto em 01/09/2018
Alterado em 01/09/2018
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