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Poema cego ( distante e diferente)




Cético olhar nessa tua sentença.
És o que não és nem podes ser.
Sabes o que desconheces, o que nem sabes.
Pensei que teu amor me amava, incondicionalmente,
como o meu a ti.

Há um monstro rondando teus passos amarrados
e cravos em tuas mãos,
quiçá em teu coração,
por tudo que tens desamado...
talvez nada de ninguém, talvez só marcas.


A mim custa enxergar-te nessas diferenças,
ouvir de tua boca o que teu coração me diz,
ter-te como algoz de tua própria alma
ou de nós dois. Por quê?
sabe-se lá quem...

E se porventura essa tua diferença me ofertar distância,
parte para o fim de tudo
o que mais houver longe do mundo
e me deixa acalentado em outro novo amor,
de mim bem perto
mesmo que sem se saber de si ou cego!


Paulino Vergetti Neto
Enviado por Paulino Vergetti Neto em 19/09/2018
Alterado em 19/09/2018
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