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Poema do encanto do espanto




O mar de minhas estrelas
enaltecendo a rocha do meu sol
frio, como o meio-dia em que te conheci,
verde e feliz,
branca como a noite mais escura
que meus olhos jamais viram.

Deixem que meus sonhos acordem,
virem o silêncio barulhento
da vida de minha morte
onde serei feliz.

Viver é a melhor espera de quem morre,
e quem não entender este poema,
que seja forte
como o mais inseguro galho seco
frente a ventania mais nobre
que o tempo possa dar.

O melhor homem do mundo
foi a mulher que pariu tudo,
Inclusive eu, neste poema, perdido,
escondido entre as tranças desamarradas,
sem cabelos nem olhos,
sem abraços nem cantos:
só espantos!


Paulino Vergetti Neto
Enviado por Paulino Vergetti Neto em 07/11/2018
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