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Textos

Os olhos da língua!



Eles amam sem o amor.

Quando sinto medo de mim,
desse meu animal interior,
dos rompantes de imbecilidade,
a impiedosa consciência me desmonta,
meu Ego vomita certo fogo e me desaponta,
com nojo, meus olhos abraçam tantas dores
que, impiedosamente, choram.

As palavras são, quase sempre, mentirosas.
As minhas? as tuas?
A língua cristã mata inocentes,
mesmo sem condenações.

De tuas palavras nascem miseráveis venenos doces.

Preciso transpor os muros da vida,
Ir além da lida,
visitar a alma das estradas
sem olhar as dores nos pés.

Velhice, esse amplo livro da vida,
coleção de acertos, desencontros e despedidas,
apegos às vaselinas de pimenta,
glórias ingloriosas e solidões dos medos,
sorrisos indecentes das lágrimas dos segredos...

e, nem sei o porquê,
mas vale à pena viver!


Paulino Vergetti Neto
Enviado por Paulino Vergetti Neto em 13/10/2019
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