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Palavras proibidas



Pura ingratidão me fez um dito,
cujo sangue era o meu,
cujo amor era o meu.
O mundo cuidará de nós
sob o limbo que agarraram as palavras ditas
que jamais poderiam existir.
Não mais te pedirei a vênia que tanto quis um dia,
porque olhar teus lábios ainda fuzilam meus olhos
que adoram te ver luzir e crescer e viver.
Ó Senhor, dai um céu diferente a cada um de nós,
purgando antes o que não prestar em ambos,
sem nos deixar sermos tristes entre as palavras
que não devem sair de qualquer boca estranha.
Imenso zelo, nem tão pequena a dor,
e entre essas coisas eu vivi te amando.
Meu fôlego te fez.
Diluíste parte desse amor em pedras.
Me amaste?
Aos trinta me mataste com um beijo,
e nossa festa acabou. Resta uma dor lancinante
a dor   que mais me maltrata.
Mando-te este recado para te dizer que,
mesmo mal amado, te amo como um fundo poço
que jamais secou de amor, e por isso
espera teu abraço apertado,
porque o que há em ti, quase tudo,
veio de mim, foi meu, é nossa carne.
Paulino Vergetti Neto
Enviado por Paulino Vergetti Neto em 30/07/2016
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