Paulino Vergetti  Neto_escritor

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Olimpíadas 2016
                        


Por mais que eu queira, e tente escrever sobre um assunto alegre, que traduza a beleza que a vida nos entrega aos olhos e ao coração, mais encontro assuntos onde abundam notícias ruins, pressentimentos indesejados.
Qual é a diferença entre o inferno e as ruas do Rio Grande do Norte? Alguém duvida que o que estamos presenciando lá, através dos noticiários de TV e da Mídia como um todo, seja a mais pura forma de terrorismo? Não há diferença entre o que está se transformando em fogo e cinzas, no RN, do que faz o Estado Islâmico em suas ações terroristas pelo mundo, também. A diferença é que, felizmente, no Rio Grande do Norte, não houve estouros de bombas com baixas humanas. Mas só não houve porque a bandidagem não quis. Poupou. Graças a Deus. E homens-bomba, cá entre nós, duvido, algum tenha a coragem para fazê-lo.
As Olimpíadas aquiesceu as más notícias congressuais. Era esperado. Agosto será um mês de festa. Lembro-me de uma tia querida, já morta, quando ela me dizia que detestava o mês de agosto. E eu lhe perguntava o porquê e ela me dizia que era o mês onde aconteciam as piores coisas no ano, o mês mais longo, enfim, o mais difícil de ser atravessado. Tomara que agosto de 2016 fuja à regra. Uma coisa dentro de mim parece esfriar alguma esperança. Não paro de pensar que o terrorismo irá nos surpreender. Preciso estar enganado.
Como olhar para os australianos depois do vexame que sua delegação olímpica passou ao adentrar a Vila Olímpica? Para o Brasil, aquilo foi uma demonstração de falta de administração. É de praxe olhar-se os cômodos da casa, antes que as visitas cheguem? E o Prefeito do Rio de Janeiro ainda zombou das coisas erradas que ele, diretamente, está envolvido, prometendo pôr um Canguru para alegrar os atletas da delegação australiana. Além de vergonhoso, isso é o puro jeitinho brasileiro de brincar com as coisas sérias. Infiltrações nas paredes, ao lado de fios descobertos, chuveiros sem funcionar, mofo, obras inacabadas. A que tipo de anfitriões nos propomos ser? Recepcionar bem é para poucos e bons.
Mais de 3 bilhões de seres humanos estarão antenados e a nos observar. Por um lado isso será fantástico. Por outro, já começaram as zombarias por parte da imprensa de alguns países, encima das coisas erradas encontradas na Vila Olímpica até agora. O mundo começou a nos olhar. Quem é o Brasil? Que país é esse? O pior, aquilo que poderá acontecer, será uma manifestação violenta dos sem-terra, do exército de Stédile, dos movimentos radicais de esquerda, os radicais ligados ao PT. Temos em gestação, bastantes militantes petistas e outras criaturas do contra, que adorariam provocar algo tentador contra a beleza dos Jogos Olímpicos no Rio. Não devemos nos preocupar apenas com um possível ataque do Estado Islâmico, mas com possíveis ações dos vândalos ligados ao tráfico de entorpecentes. O Rio, sabemos muito bem, é o celeiro nacional desse tipo de praga.
A bola de cristal está quebrada. Não adianta procurar cartomantes ou Pais de Santo, para saber se isso ou aquilo nos acontecerá durante as Olimpíadas 2016 no Rio. Faz medo não se saber de nada que esteja sendo programado pelos mulçumanos radicais em relação aos jogos. Isso, no mínimo, é estranho! Há um silêncio no ar que nos desmonta. O que estariam preparando?
Escrevo este artigo, dois dias antes da festa de abertura dos jogos. Rogo a Deus que mostremos uma festa linda e que tudo aconteça na mais perfeita harmonia. Pela primeira vez na América latina teremos a chance de sediarmos os Jogos Olímpicos. Um evento da maior importância para, não só o país, mas o mundo todo. E volto a pensar: uma oportunidade esplêndida para o terrorismo mostrar sua cara para esse mesmo mundo de gente que estará nos assistindo. Não consigo deixar de pensar nessa maldita possibilidade.
Sejamos então otimistas. Tudo vai dar certo. O Brasil nunca, em toda sua história, foi castigado com as ações dos terroristas do Estado Islâmico, ou por qualquer movimento preenchido por religiosos radicais. É por isso que ainda tenho Fé que faremos uma festa espetacular e nada acontecerá que manche nossas Olimpíadas.
Por Deus, por Alah, sejamos fortes. Tenhamos grandes esperanças. Que venham as medalhas para nosso país, que os Anjos digam AMÉM! A maior medalha que poderemos conquistar com a realização dessas olimpíadas é fazermos uma festa espetacular, sem máculas.

Paulino Vergetti Neto
Enviado por Paulino Vergetti Neto em 06/08/2016
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