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Passageiro Sideral



Enterro estrelas, moço, venho de terra distante
onde não há céu nem sol.
Piso silenciosamente nas nuvens
como faz um leopardo vagaroso antes
de botear a presa,
presa em seu olhar feroz.

Toma a farda deste recruta
e condena-lhe ainda mais,
se me achares livre,
porque desaprendi a persistir faz tempo, moco,
dado o desgosto atroz que existe chorando
dentro dos olhos de minha cara,
onde a luz encandeia me fazendo cego de mim
e de tudo o que há no mundo.

Venho de tão longe, seu moço,
que nem sei ao certo se há o lugar de onde vim,
ou se minhas ideias ainda existem...
Paulino Vergetti Neto
Enviado por Paulino Vergetti Neto em 11/12/2016


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