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Uiva um lobo!


Apago a lua com o sol
e me redesenho
contando as histórias que vivi
sem muito crer nos uivos da existência.
Os gemidos são as verdadeiras lágrimas
quando uma dor começa,
sem pressa, querendo apenas judiar-me.

Quando o céu cair sobre meu pranto,
estarei dentro da vida a querer tanto,
que do amor, o que eu sentir, sem pranto,
o maior de mim
será o que não saberei sentir
sem que despreze o espanto.

O canto do lobo uiva como um homem;
Prenúncio de abandono
que me maltrata o coração selvagem
sem me solver na dor da alma.

Uivam em mim dois lobos.

Terei que contar histórias diferentes,
de bichos que uivam como gente,
o que cair, oniricamente, do céu
sobre meus olhos,
o que me fizer chorar,
o que me fizer sorrir,
entre os uivos dos lobos.
Paulino Vergetti Neto
Enviado por Paulino Vergetti Neto em 13/12/2016


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