Paulino Vergetti  Neto_escritor

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Textos

Este poema afinal...


Um tal mar se encheu com lágrimas frias.
Que tal ser diferente,
morar na face escura da lua,
sentir na pele o mormaço do tempo,
desistir de vestir-se e andar nua?

Tua pele misturou-se ao reino dos pedaços,
sob as ordens de um monarca que não plantou flores,
viveu mal sob tantos amores,
mas jamais deixei beijar-me à boca.

Desisto. A porta continua fechada para teu sorriso
e calculo que não te caiba, qualquer abrigo,
sem que continues a ter a escravidão na alma.

E se esse tempo passar, dê glórias...
tiveste uma vida sem nenhuma história,
uma mulher fadada a ir-se com a ventania,
desconhecer a alegria e a viver na rua,
qual dama a olhar o céu e não ver nada.

Hoje há um mar cheio de boas lembranças.
O mesmo tempo passou, mas com outros cheiros
e é por isso que meus devaneios se transformam em versos
Paulino Vergetti Neto
Enviado por Paulino Vergetti Neto em 28/01/2017


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